A Teoria do Desculpa do Segundo Encontro
Recorrendo a um velho arquivo que mantinha na arrecadação virtual deste blog, gostaria de aqui partilhar convosco uma técnica de engate que me foi explicada há uns tempitos atrás. Apesar de, na verdade, a técnica estar ainda numa fase um pouco precoce, tão precoce que mais facilmente se lhe chama de teoria, emprestei-lhe algum interesse e estou um dia disposto a tentá-la . A teoria parte de um preceito simples:
A melhor maneira de se conhecer uma miúda, é vencer o medo da segunda vez que se a encontra.
Imaginemos esta situação: num bar qualquer, está uma tipa boa boa boa mesmo ao pé do balcão. Está sozinha e tem amigos feios. Um deles é gay, só pode. Estás ai todo entesado e queres falar com a rapariga, mas falta-te coragem. Simplesmente não tens o que falar com ela, e por isso vês que realmente tudo isto do mundo do engate é uma arte superior, para a qual simplesmente nao foste talhado. "é a vida", pensas tu."enfim--mais uma cerveja sancho tem minis não? entao de-me uma sagres só tem super bock? pode ser... vou mas é beber e falar de futebol, de gajas e de "pessoal cromo que come gajas mas não devia porque é injusto" aqui com o meu pessoal fixe que por acaso não come gajas."
Há uma solução, que provém dessa pequena teoria que um amigo meu chamado Jeremias me explicou.
Ele, o Jeremias, diz isto: só ha duas coisas em que tens de pensar quando estás decidido a falar com ela. As duas coisas são, por ordem de importância : O "segundo encontro com ela" e a seguir "O primeiro encontro". Após algum árduo trabalho intelectual, ele, o Jeremias, apercebeu-se, de facto, que o verdadeiramente importante reside na segunda vez que se vê a miúda, formulando a "teoria do desculpa do segundo encontro". O que dizer no segundo encontro? Ora aí é que está... Qual é a palavra que introduz uma conversa melhor que o simples e incompleto "Olá"?!
É o desculpa. porque o desculpa pede mesmo mais conversa.Há que justificar o desculpa.
"Desculpa." E ela "Desculpa, por quê?" - lá estão, duas frasezinhas que convidam tantas outras, formando uma conversa. E o melhor de tudo, é que sempre, no rescaldo da explicação do desculpa, e extremamente facil encaixar um outro motivo de conversa, a que se segue outro e outro.
Mas falta explicar a teoria (que, volto a frisar, é da autoria de um amigo meu chamado JEREMIAS). Ela diz, assim, que há que primeiro ter a certeza que lhe vamos pedir desculpa da próxima vez. E da primeira vez, há que fazer algo, e , o mais importante, num ar falsamente distraído, que nos obrigue a desculparmo-nos no outro dia. Criem uma situação embaraçosa, poupando porém no aparato, que depois digam que foi "sem querer". Até podem dizer desculpa,mas duvido que digam mais que isso logo ali. O desculpa do segundo encontro tem sempre um outro contexto, que favorece a continuação do diálogo.
Claro que há o risco de se cair numa conversa absurda e ridícula...mas Confúcio dizia aos seus noviços, quando vinha das romarias em Zenghzou onde engatava sempre uma ou duas gueixas reformadas: "Pois é assim, noviços, é sempre melhor uma conversa absurda do que enchermos chouriços" (Confúcio sempre que tinha oportunidade punha uma rima estúpida num aforismo, era um dos seus hobbies.) (e sim, Confúcio geralmente dirigia-se aos seus noviços com "Pois é assim noviços", para ele demonstrava prestigio.)
Mas a arte do engate, é ou nao é minha gente, a difcil luta para ARRANJAR MOTIVOS DE CONVERSA?!?!
Alguns dão-se mal nisto do engate exactamente por não arranjarem motivos de conversa.
Tenho para mim, (e o Jeremias também tem para ele) que se os oferecessem livremente pelas ruas, o mundo era um sítio bem melhor.
Nós, os que realmente dão importância a essa actividade a que chamamos de engate, que tem tanto de maravilhosa como de cruel e inútil (agora a parte pseudo-poetica) somos como Alexandre o Grande, montando num possante Bucéfalo de conversas de chacha, a marchar e a tentar conquistar tudo quanto é impérios de motivos de conversa, no fantástico mundo do engate. Ou, como eu gosto de chamá-lo, o "mundo dos possíveis motivos de conversa.
Pois é, mas nem todos nós somos Alexandres.E para esses há a teoria do Jeremias (um amigo meu).
A teoria esta ainda a ser testada, embora sem sucesso imediato e com resultados pouco brilhantes ou optimistas, para não dizer vergonhosos mesmo...
É pena, Jeremias...

2 Comments:
Não me consigo conformar com o facto d ser sempre o homem a fazer tudo imagina que eram as mulheres que saiam ao engate, e usavam a teoria do Jeremias no dia seguinte quando ela chegasse toda cheia de manhas a pedir desculpa um tipo dizia eu pa mim so desculpo quem pede desculpas de joelhos e já agora quando tiveres lá em baixo nos pedidos pedia.t s não fosse incomodar para falares ao microfone (no meu casa é mais macrofone vá pronto com toda a modestia eh um super hiper macrofone). Mas essas coisas nunca acontecem.
caro anonimo, esse comentario é mt machista. digo-te mais, esse comentario tem tanto de imoral como de sedutor...
tb eu gostava de viver nesse mundo
Enviar um comentário
<< Home